Tuesday, October 7, 2014

Aniversário [Frida]

Para não passar em branco, fomos comemorar com um almoço dominical no Frida, um restaurante que eu estava doida para conhecer desde antes de chegarmos aqui.

Gosto muito da culinária mexicana, acho que, como a italiana e a indiana, tem uma proposta que se adequa bem tanto a carnívoros como a vegetarianos e/ou "onívoros seletivos" (o meu caso, que também pode ser definido, fiquei sabendo outro dia como "flexitarian"), além de oferecer uma justaposição muito interessante de texturas e sabores. O destaque para mim: o uso do coentro sem pudor, a minha erva aromática favorita.

O ambiente é menor do que eu imaginava, mas aconchegante sem parecer apinhado. Há uma certa atmosfera de sala de estar "daquele amigo interessante, de bom gosto e que gosta de viajar para a América Central". O empregado de mesa foi prestativo, discreto, assim como um dos donos - sempre sorridente e gentil. Sei que tudo soa um enorme cliché, mas há muitos restaurantes contemporâneos que, em nome do cool, deixam um bocadinho a desejar no quesito simpatia. E nós levamos a V. , que foi muito bem recebida, não senti que estávamos no restaurante errado, como nos aconteceu outro dia - não vejo sentido em permitir a entrada de bebés se não há cadeirões à disposição.

Mas, claro, embora os press releases de alguns restaurantes adorem passar uns dois parágrafos longos a descrever a atmosfera, os lustres, o tecido das cortinas, a madeira da mobília, etc, etc, o que importa é a comida, e nisso o Frida não decepciona. Eu acabei por escolher duas opções de carne vermelha, o que é raro hoje em dia, e fui de taquitos de camarão e pato defumado na entrada e magret do mesmo bicho (claro!) para o prato principal. Geralmente, peço peixe ou vegetariano, mas foi do que senti vontade no dia, a promessa de um molho rico à base de chocolate com especiarias e uma redução de amoras acabou vencendo.

A. pediu uma entrada diferente, carnitas (tacos de porco), mas o mesmo principal. Vale ressaltar que o prato principal veio acompanhado de arroz e tortillas caseiras quentinhas, uma delícia (parei de tirar fotos nessa altura).

A gula foi maior do que o bom senso, o magret estava perfeito, mas é um prato pesado já que tinha optado também por uma entrada, o que não deixou lugar para a sobremesa, portanto pedimos umas bolachas de massa frita com açúcar e canela acompanhadas de um molho de caramelo para compartilhar. O meu tipo de doce.

Quero muito voltar e provar outros pratos, não é um restaurante barato, mas também não é caro, como sempre, se pensar num equivalente em Londres, a conta teria sido uns 40% mais cara. Recomendo muito, dizem que as margaritas são ótimas, mas ficamos só num shot [generoso] de tequila para encerrar a refeição. Não sou grande fã de bebidas brancas, mas gosto muito de tequila, por ter um sabor "limpo" e um efeito suave (claro, se bebida moderamente :)))).

Uma sobremesa tardia ficou para a casa de chá de Serralves que, vou confessar, foi meio decepcionante. A torta de limão tinha um aspecto ótimo, mas não estava muito fresca, e ficou nisso, numa torta de limão não muito fresca.

Era a Festa de Outono, o parque estava lotado de famílias, mas acho que não é um local que funciona muito bem para nós no momento, pelo menos não num dia tão movimentado. A V. não para quieta e não obedece a avisos de "não corra, cuidado, é perigoso, etc, etc", precisa ser colocada no carrinho em certos momentos dos nossos passeios, e o terreno do parque é traiçoeiro em vários trechos. Não recomendo se embrenhar muito com uma criança pequena e irriquieta e num carrinho, principalmente se você estiver sozinha(o), é preciso ajuda para levantá-lo e transportá-lo em determinadas partes. Se você se contenta em ficar só pelo museu e a primeira seção do parque, porém, é tranquilo.

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